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Educação cultiva o hábito diário de usar o álcool gel


por Rodrigo Kwiatkowski Silva em 16 de março de 2020
Uso do álcool em gel é um hábito internalizado em todas as unidades, com papel pedagógico.

Rodrigo K.

Foto: Vanderson Padilha

A higienização das mãos é uma das principais formas de prevenção contra diversas doenças, inclusive contra as infecções respiratórias causadas pelo Coronavirus, também chamado Covid-19 (União das palavras “Corona”, “Vírus” e “Doença”, ano 2019). Como medida para evitar a propagação de vírus como o da gripe e o H1N1, desde 2013 a Secretaria Municipal de Educação adota o uso do álcool gel na porta de Escolas Municipais e Centros Municipais de Educação Infantil.

“Trata-se de um hábito internalizado pelas equipes gestoras das escolas, com uma importante variação pedagógica em sala de aula. O aprendizado que tivemos na prevenção de outras doenças em anos anteriores não foi esquecido e nós orientamos o uso do álcool mesmo em épocas onde a vigilância da sociedade tende a ser menor em relação às doenças, por não haver o alarme midiático”, demonstra a secretária de Educação, Esméria Saveli.

Por ser uma alternativa à lavagem das mãos com água e sabão, a recepção com o álcool gel também facilita a logística na entrada das turmas. “A orientação de sempre se lavar as mãos, ou utilizar álcool 70%, diz respeito ao fato de que elas são consideradas o principal meio de contato com diversos patógenos, uma vez que é recorrente que sejam levadas à boca e ao nariz, sejam utilizadas para tocarmos em objetos, ao espirrarmos, e também irmos ao banheiro, para preparar alimentos e cumprimentar pessoas”, explica a enfermeira Débora Monteiro, da Atenção Primária da Fundação Municipal de Saúde.

Pedagógico

O trabalho ganha repercussão em sala de aula, conforme o nível escolar de cada turma, desde o Infantil. “A higiene e os cuidados de saúde são elementos curriculares, desde a Educação Infantil. As crianças que crescem em nossas escolas ouvem diariamente sobre os bons hábitos de higiene e aprendem de maneira lúdica sobre a sua necessidade”, conta a assessora pedagógica da SME e membro da Saúde Escolar, Eliane Stacheski Barbosa.

Conforme a pedagoga Eliane, o assunto é trabalhado por meio de elementos concretos, que facilitem a construção do conhecimento pela criança. “Para explicar que existem doenças que são causadas por vírus e bactérias, que existe a contaminação, falamos sobre as crianças que ficam doentes, sobre bichinhos, entre aspas, que não conseguimos ver porque são muito pequenininhos e causam os problemas de saúde, por exemplo. Por isso lavamos as mãos, escovamos os dentes, usamos o álcool. É uma construção diária do entendimento e assim os hábitos são internalizados pela criança”, conta Eliane.

ABASTECIMENTO

A orientação da SME é de que não falte o álcool gel para a desinfecção e que as escolas trabalhem projetos relacionados, sempre que houver a oportunidade. O produto é comprado pela Prefeitura e repassado para as unidades de saúde e também escolares. Outra forma de adquirir o higienizador é por meio do Programa de Adiantamento de Despesas (PAD), que disponibiliza recursos diretamente para que as diretoras das escolas e CMEIs possam realizar compras de insumos e serviços.


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